Ela surge...nos chega com um vento forte, que não é vendaval nem brisa.Mas que tranquilamente remexe os papeis da mesma, levanta a toalha da cozinha e balança o cabelo da moça.
Faz tudo isso por dentro...tirando do eixo coração e mente, te leva pra longe, move o tempo...
não deixa segundo sem acontecimento e se constroi mesmo, nos detalhes, nas coisas e nos momentos em que nem todo mundo percebeu determinado fato...mas também pode se construir de maneira coletiva apesar de ser tão individual, ser tão sua e ser só minha...
pode vir em forma de papel,letra,foto, escrita, musica, cor, cidade, paizagem...
Se enraiza...mas não cria laços,vive dos que já foram criados.Sobrevive na ótica de cada um...não há quem não carregue um pouco dela na mente...mesmo o mais durão que jamais admitiria, nos seus momentos de solidão coletiva sabe reconhece-la dentro de si.
O fundamental ''problema" não é possui-la e sim administra-la...saber por que se faz tão presente se não cria vida!?
Pra que me serve?!se não ocupa lugar...mas deixa vazio.
Ora é dor ora é alegria, a uns choro a outros fantasia...as vezes acho que se trata de uma pobre vadia, de vida perdida que nos acha e nos toma de repente... no entanto as vezes me pego amando-a quando retorno contente.
Mas entre tantos adjetivos e sentimentos,creio que pra sempre a duvida viverá no presente...
O que faço meu amigo com essa saudade valente que carrego no peito?!
De que me servem as recordações se não, para serem meras formas de me provarem que vivi o passado?!
Saudade doi e faz barulho na alma.
